A Ilha da Páscoa fica no oceano Pacífico, a 3.600 km do Chile, na América do Sul. Está praticamente isolada de outras ilhas, tanto a oeste (Polinésia Central) quanto ao leste (litoral do Chile). É de origem vulcânica (vulcão Rano-Raracu). Superfície de 162,5 km2, 2.000 hab, pertence ao Chile, uma de suas províncias e, ao mesmo tempo, Parque Nacional. A ilha só tem vegetação rasteira, ausência de matas. Foi povoada pelos polinésios, presumivelmente, no séc. V. Uma verdadeira odisséia essa travessia por um oceano que de "pacífico"não tem nada. Os marinheiros que aí chegaram, na páscoa de 1722 (daí o nome), ficaram impressionados com as gigantescas estátuas de pedra que encontraram.
São centenas de estátuas, os moai, que medem entre 10 e 20 metros de altura, chegando a pesar 50 toneladas, moldadas em pedra vulcânica, duras como aço. Estão em pé, algumas caídas, mas há outras centenas inacabadas e espalhadas pelas proximidades, todas na periferia, nenhuma no interior.Na época de sua descoberta (1722), ninguém dos habitantes naturais sabia informar quase nada sobre elas, como haviam sido talhadas, com que ferramentas e com que finalidade. As pedreiras donde foram extraídas estão na própria ilha, restos de pedras em fase de corte ainda são encontradas. Mas, como foram roladas até o litoral? Como foram erguidas? Não há vestígios de toros de árvore e, como no caso das pirâmides egípcias, fica-se com mistérios semelhantes. Erich von Däniken aí esteve e, nas páginas de seu Eram os Deuses Astronautas?, fala de um pesquisador, Thor Heyerdahl, que estabeleceu algumas conclusões, publicadas no seu "Aku-Aku", Ullstein 1957, traduzido para o português como "Aku-Aku -- O Segredo da Ilha da Páscoa", Edições Melhoramentos.
Entre outras, refere as seguintes:
  1. Restos de carvão de lenha, que Heyerdahl encontrou, parecem datar de 400 anos depois de Cristo, embora seja apressado fazer-se uma relação com a construção das estátuas; serve para indicar quando, no mínimo, a ilha já era habitada;
  2. A grande distância da ilha de outros locais comunicam um isolamento que, na época pré-colombiana, ainda seria maior, o que faz pensar que influências de outros povos poderiam ter sofrido os da ilha;
  3. No terreno vulcânico da ilha não crescem árvores e mal produz alimentos e, por conseguinte, como poderia o povo desse lugar superar questões como a de alimentação de todo um contingente humano entregue às tarefas de cortar as pedras, talhá-las, transportá-las e erguerem-nas?
  4. Inimaginável uma regular linha de navegação para a época;
  5. Quantas pessoas se dedicavam a esse trabalho? Um total de 2.000 homens em caso algum seria suficiente, mesmo trabalhando dia e noite, sem esquecer que parte deveria se dedicar à plantação e à pesca, a fim de todos se alimentarem; também inimaginável uma população maior, a ilha não suportaria;
  6. Os atuais nativos referem uma lenda que se perpetuou em suas lembranças, de que à ilha, em tempos imemoriais, chegaram homens voadores, razão por que, até hoje, chamam a sua ilha de "Terra dos Homens Pássaros";
  7. Estranho que não tenha remanescido nenhum culto junto às estátuas e não se vislumbre nenhuma utilidade prática para as mesmas, excepto servirem de um tipo de sinalização, de indicação de algo que não se pode precisar, etc.
E, nesse passo, questões sobre a Ilha da Páscoa, colocadas ao longo do tempo, continuam sem respostas. Ou, então, resistimos admitir a interferência extraterrestre ou, mesmo, de antigas civilizações que já teriam tido lugar, no Planeta. A propósito, é Däniken quem diz e acusa a casta de religiosos e missionários ocidentais que "...contribuiram com sua parte para que as trevas dos tempos permanecessem; queimaram plaquinhas com caracteres hieroglíficos, proibiram os antigos cultos religiosos e destruíram qualquer tradição."

 

Machu Picchu - localizada a 2.350 m de altitude, suas ruínas só foram descobertas no início do século. Considerada a descoberta arqueológica mais importante da América do Sul, a cidade perdida dos incas conservou-se completa por mais de 400 anos: escolas, praças, templos, depósitos, casas, setores agrícolas, tumbas e tesouros. Até hoje não se sabe como ela foi construída, tornando-a mais misteriosa e fascinante. Para quem quiser apreciar a vista geral da cidade, trilhas, mais ou menos uma hora, levam ao alto do Waina Picchu e à Porta do Sol, montanhas ao lado das ruínas. Opção imperdível para quem gosta de aventura é percorrer a Trilha Inca. Há a opção de ir de trem, partindo de Cusco, até o povoado de Águas Calientes e daí pegar um ônibus. Ou ainda fazer o percurso de helicóptero, cerca de 30 minutos.

Trilha Inca - Conhecida como a rota mais famosa de trekking da América do Sul a mística trilha que permite conhecer um pouco sobre a vida dos incas. Está localizada dentro dos limites do santuário histórico de Machu Picchu, unidade de conservação criada pelo governo peruano em 1981com a finalidade de preservar os recursos naturais e culturais. É necessário um bom preparo físico para percorrer os quase 40 km de caminhada em 4 dias, passando por altitudes bem elevadas (4.200 m) que causam uma sensação de cansaço. Mas o visual das montanhas recompensa qualquer esforço. Ao longo do caminho, encontram-se ruínas de cidades, postos de rituais, sítios arqueológicos.
Lago Titicaca - além de ser o maior lago navegável do mundo, é também o mais alto, estando a 4.000 m de altitude. Foi em suas margens que nasceu a civilização inca. Dividido entre Peru e Bolívia, abriga 41 ilhas que podem ser visitadas. As principais ilhas do lado peruano são Amantani e Taquili, de onde vêm as melhores peças de lã de vicunha. Na ilha flutuante de Uros está o povo de mesmo nome, descendentes de um dos povos mais antigos das Américas, que preserva bastante da sua cultura. Muito interessante é o trabalho que eles fazem com a totora, planta aquática usada para a construção de balsas, casas e objetos. Do lado boliviano estão as ilhas do Sol e da Lua. Desde de 1.939, a cultura da truta tornou-se popular no Lago.

As Ruínas de Machu-Pichu ficam a cerca de 450m acima das áqguas do Rio Urubamba, no Perú. A cidadela situa-se a cerca de 112 Km para noroeste da capital Inca de Cuzco, o "Umbigo do Mundo", construída com a forma de uma puma gigante. A Torre do Sol é um dos melhores testemunhos da arte da alvenaria inca. Aproximadamente com a forma de uma ferradura, a parede da torre era constituída por blocos de pedra perfeitamente unidos sem qualquer cimento. Cada fiada de blocos é sensivelmente mais pequena do que a que fica imediatamente abaixo. Uma janela trapezoidal parece ter sido colocada de forma a permitir a observação do solstício de Inverno.

DOCUMENTAÇÃO E VISTO: Brasileiros não precisam de visto para entrar no Peru. É obrigatório ter passaporte válido por no mínimo seis meses. Não se esqueça sempre de carimbar seu passaporte quando entrar e sair do país. No Peru é fácil sair do aeroporto sem passar pelos oficiais da alfândega o que, porém, lhe causará muita dor de cabeça na hora de um novo embarque (pois você será considerado ilegal no país).

VACINAÇÃO: É preciso tomar vacina contra febre amarela, pelo menos dez dias antes da viagem. No Aeroporto de Congonhas o telefone do posto de vacinação é (241-2373) e no aeroporto de Cumbica (6445-3697/3557/4433). O horário de funcionamento é de segunda a sexta das 9:30 às 11:30 e das 14:30 às 16:30.

ALIMENTAÇÃO E BEBIDAS: Procure sempre beber água potável de garrafa ou leve um purificador (gotas ou comprimido), pois a água é bastante ruim podendo causar diarréias. Também é preciso tomar cuidado com a comida. Só coma em lugares que achar confiável. O prato típico do país é o Ceviche: fruto do mar cru, curtido no limão, acompanhado de cebola e batata doce. Não deixe de experimentar também os pratos feitos com trutas e o Tamal, uma pamonha salgada. As frutas típicas são Sancayo ("kiwi" azedo) e Tuna ( fruto do Cacto, doce, macio, com sementes). A bebida típica do país o Chicha Morada, a base de milho roxo. O refrigerante peruano é o Inca Kola, de cor amarelada. O Peru é um grande produtor de batatas. Existem batatas de diversos tipos. O prato mais conhecido feito com batata é o Papa a la Huancaina.

DICAS DE RESTAURANTES: Em Puno não deixe de jantar no Restaurante Don Piero ou na Pizzaria El Bujo. Quando estiver em Cusco confira o delicioso almoço ou jantar no Restaurante Pucara, outra opção é a Tratoria Adriano ou o Restaurante Kusi Kui no jantar. Para os que gostam de dançar durante ou depois do jantar os Restaurantes Inka's e El Truco possuem boas opções de cardápio com música ao vivo. Em Águas Calientes experimente o Restaurante Índio Feliz no jantar.

AGITOS NOTURNOS: Em Cusco existem diversas opções para se divertir à noite: Mama África, Ukuko's e Kamikase.

CULTURA: A dança nacional, típica do litoral norte, é a "La Marinera", em homenagem à marinha peruana.

COMPRAS E ARTESANATO: Para quem vai fazer compras, a ordem é pechinchar. O artesanato no Peru é bastante interessante e multicolorido. É possível comprar peças de lã de vicunha, lhama ou alpaca, os três camelídeos sul-americano.

LIGAÇÕES: Para fazer ligações a cobrar fale diretamente com a Embratel através do número: 0800-50-190

CÂMBIO: O câmbio do Dolar pode ser feito na maioria dos hotéis, em casas de câmbio e até mesmo na rua. Diversos lugares aceitam pagamento em Dolares. Cartões de Crédito são aceitos em diversos estabelecimentos.

QUANTO LEVAR: O custo de vida no Peru é mais baixo que no Brasil. Em um restaurante luxuoso você vai gastar em média US$ 8 a US$ 12 por pessoa. Assim, calculamos que no item alimentação você não vai gastar mais que US$ 15 por dia. Não se esqueça de levar dinheiro para as taxas de embarque e para a compra de artesanato nas feiras locais.

OPCIONAL: Você pode levar maiô para banho opcional nas Termas de Águas Calientes.


 
São Thomé das Letras, sem dúvida é uma das cidades mais misteriosas e energéticas do Brasil, a exótica cidade mineira tem atraído estudiosos, ocultistas, ufólogos, ecologistas e buscadores de todo o mundo, a cidade é feita toda de pedra como a principal atividade econômica sempre tinha sido uma pedreira que havia lá, o material mais barato que existe para construir as coisas é a pedra. Se você olhar a pracinha com mais atenção verá que os bancos são feitos de pedra, o chão, o coreto, tudo.

Imagem de São Tomé das Letras
(Séc. XVIII)
Ao fundo as inscrições que deram origem ao nome da cidade.
PORQUE SÃO TOMÉ DAS LETRAS?
A fundação da cidade ocorreu em 1750. Conta-se que um escravo de nome João Antão, fugindo da fazenda de seu senhor, subiu as montanhas e se escondeu em uma caverna. Nesta caverna um homem com uma batina branca teria aparecido e lhe dado uma carta, e prometido que quando a carta fosse entregue ao seu senhor ele seria liberto junto com sua família.
João Antão teria acreditado na história e voltou com a carta em mãos ... ao entregar ao seu senhor ele a leu e libertou toda a família. Só que esse fato muito intrigou João Francisco Junqueira, um grande senhor de terras da região , e ele quis conhecer a caverna. Chegando lá tudo o que encontrou foi uma estátua de São Tomé, junto com algumas inscrições na pedra, daí : São Tomé das letras.
Então, esse Francisco Junqueira levou a estátua para a sua casa, e mandou construir uma igreja ao lado da gruta. Só que a estátua teria sumido ... e aparecido misteriosamente na gruta de novo. E isso ocorrido várias e várias vezes.


COMO CHEGAR?

De São Paulo ou Rio de Janeiro seguir pela BR 116 (Via Dutra) seguindo em direção a São Lourenço. De belo Horizonte pela Juscelino Kubitschek (BR 040) até Congonhas, de lá para Cruzilha. Fica a 335 km de Belo Horizonte.O caminho para chegar lá não é dos mais fáceis, o único ônibus que chega na cidade, que não tem rodoviária, sai de Três Corações. Saindo de São Paulo a média de tempo de viagem é de 14 horas, do Rio de Janeiro, 12 horas e de Belo Horizonte, 8 horas.

Igreja Nossa Senhora do Rosário, construida por escravos.
Inteira de pedra.

Cachoeira Véu da Noiva.